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Sejam bem vindos!
A arte de ser feliz
Houve um tempo em que minha janela se abria sobre uma cidade que parecia ser feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde, e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz. Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crianças que vão para a escola. Pardais que pulam pelo muro. Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais. Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar. Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega. Ás vezes, um galo canta. Às vezes, um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. E eu me sinto completamente feliz. Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.
Autora: Cecília Meireles
Canção de alta noite
Alta noite, lua quieta, muros frios, praia rasa.
Andar, andar, que um poeta não necessita de casa.
Acaba-se a última porta. O resto é o chão do abandono.
Um poeta, na noite morta, não necessita de sono.
Andar...Perder o seu passo na noite, também perdida.
Um poeta, à mercê do espaço, nem necessita de vida.
Andar... - enquanto consente Deus que seja a noite andada.
Porque o poeta, indiferente, anda por andar - somente. Não necessita de nada.
Autora: Cecília Meireles
Desaparecimento de um sentimento de dedicação absoluta. Uma flor de mulher que quero muito. Em tempo algum fazes reflexões sobre a minha pessoa.
Possua continuamente na sua faculdade de reter as idéias.
Delicada flor tu és a força ativa que estabeleceu e conserva a ordem natural de tudo quanto existe. Malogrando-se na falta de alegria... FernandoVaz
"Mas agora, ó Senhor, tu és nosso Pai; nós somos o barro, e tu o nosso oleiro; e todos nós obra das tuas mãos"
é a obra de Deus, aguarde o trabalho artístico de Suas mãos no tempo devido. Ofereça a Ele seu coração, suave e dócil, e mantenha a forma em que o artista o modelou. Deixe seu barro manter-se úmido, para que você não endureça e perca a impressão de Seus dedos."
Temos compreendido que Ele sabe muito melhor do que nós o caminho que nos conduzirá à verdadeira felicidade? acontecer sem a ansiedade de ver os resultados de acordo com nossa vontade?
a hora e a maneira correta de agir a nosso favor. Queremos tudo e a todo momento, mas o nosso Pai sabe do que necessitamos e o momento oportuno de nos atender. Ele é o Oleiro e nós apenas o barro em suas mãos.
moldando-nos para que, ao final, tenhamos a beleza e a finalidade para a qual nos criou. A nós cabe simplesmente confiar no Seu amor e sabedoria e esperar pela bênção que, sem dúvida, logo chegará.
brilho da ação de Deus em todas as nossas atitudes e que jamais as marcas de Seus dedos desapareçam de nossas vidas.
com Sua graça moldando-o segundo Sua vontade. Sua vida será bem mais feliz. (Paulo Roberto Barbosa. Um cego na Internet)
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