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  Sejam bem vindos!

  

 Jesus

 

A arte de ser feliz

 

  Houve um tempo em que minha janela se abria

sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.

Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.

Era uma época de estiagem, de terra esfarelada,

e o jardim parecia morto.

Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde,

e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água

sobre as plantas.

Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que

o jardim não morresse.

E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que

caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.

Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.

Outras vezes encontro nuvens espessas.

Avisto crianças que vão para a escola.

Pardais que pulam pelo muro.

Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.

Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.

Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.

Ás vezes, um galo canta.

Às vezes, um avião passa.

Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.

E eu me sinto completamente feliz.

Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,

que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem,

outros que só existem diante das minhas janelas, e outros,

finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

 

 

 

Autora: Cecília Meireles

  

Canção de alta noite 

   

Alta noite, lua quieta,

muros frios, praia rasa.

 

Andar, andar, que um poeta

não necessita de casa.

 

Acaba-se a última porta.

O resto é o chão do abandono.

 

Um poeta, na noite morta,

não necessita de sono.

 

Andar...Perder o seu passo

na noite, também perdida.

 

Um poeta, à mercê do espaço,

nem necessita de vida.

 

Andar... - enquanto consente

Deus que seja a noite andada.

 

Porque o poeta, indiferente,

anda por andar - somente.

Não necessita de nada.

 

Autora: Cecília Meireles

 

 

"Mas agora, ó Senhor, tu és nosso Pai; nós somos o barro, e tu o

nosso oleiro; e todos nós obra das tuas mãos"
(Isaías 64:8).


"Não é você que molda a Deus mas Deus que molda você. Se você

é a obra de Deus, aguarde o trabalho artístico de Suas mãos no

tempo devido. Ofereça a Ele seu coração, suave e dócil, e mantenha

a forma em que o artista o modelou. Deixe seu barro manter-se úmido,

para que você não endureça e perca a impressão de Seus dedos."


Temos sido gratos a Deus pelo que Ele tem feito em nossas vidas?

Temos compreendido que Ele sabe muito melhor do que nós o

caminho que nos conduzirá à verdadeira felicidade?
Temos tido a paciência de esperar pelo momento certo de tudo

acontecer sem a ansiedade de ver os resultados de acordo com

 nossa vontade?


Muitas vezes queremos dirigir os passos de Deus, tentando ensinar-Lhe

 a hora e a maneira correta de agir a nosso favor. Queremos tudo

e a todo momento, mas o nosso Pai sabe do que necessitamos

 e o momento oportuno de nos atender. Ele é o Oleiro e nós apenas o

 barro em suas mãos.


Quando é necessário, aperta-nos um pouco aqui e outro pouco ali,

moldando-nos para que, ao final, tenhamos a beleza e a finalidade

para a qual nos criou. A nós cabe simplesmente confiar no Seu

amor e sabedoria e esperar pela bênção que, sem dúvida, logo

 chegará.


Que cada um de nós, como filhos amados do Senhor, conservemos o

 brilho da ação de Deus em todas as nossas atitudes e que jamais

as marcas de Seus dedos desapareçam de nossas vidas.


Você tem seu coração endurecido? Deixe que o Senhor Jesus o umedeça

com Sua graça moldando-o segundo Sua vontade. Sua vida será bem

 mais feliz.

(Paulo Roberto Barbosa. Um cego na Internet)

 

 

 

  

   

 
 

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